quarta-feira, 13 de maio de 2015

Momento alto do dia

O momento alto do dia acabou de acontecer...

Numa tarde em que não acontecia nada de jeito, surge um som familiar vindo da rua.
Nem queria acreditar.
Corro para a a varanda e vejo uma menina moçambicana, tipicamente de capulana à cintura e cabelo trançado, do alto dos seus 7/8 anos a cantar a plenos pulmões:
"....
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe?
Talvez casar

..."

e lá continuou a menina a andar pela avenida, numa rua central de Maputo, deixando-me com um sorriso e com o Rui (salvo seja) como companhia....




P.S.: chama-me "A Paixão"... não o anel....


Boo

terça-feira, 12 de maio de 2015

Saudade

Olá,

Continua-se  com muitas saudades.
Saudades disto e daquilo, e de tudo.

Hoje talvez porque esteve a chover e a fazer sol, lembrei-me das "Águas de Março"
... o resto da tarde foi ao ritmo da Bossa nova, e entre abanadelas e meias piruetas sorrimos.






E como diz João Gilberto "Chega de Saudade".


Boo

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Nenhures: 2009 - 2015

Em modos de recordação, saudade e nostalgia, tenho vindo até Nenhures...

Reli todos os posts escritos desde 2009.
Ri e chorei a rir com as coisas que me passavam pela cabeça, pelas palhaçadas e aventuras de todos os dias que relatava aqui...
Morri a rir com as respostas de outros bloguer´s que por aqui passavam e ainda hoje penso o que será feito do Bloguótico (se ainda é fã do Tony Carreira), da SEI LÁ! (e o sentimento que nos conhecíamos perfeitamente), da Luzinha, da Pochinha, da Brandi, da Popota, da Mimo Azul, do Goth, do W., do Ismael e da Just Me.
Chorei igualmente com coisas que me aconteceram, com a lembrança das mágoas tão fortes ou então do facto, que por mais anos e voltas que a vida dê, sempre haverá gente PARVA.

Esta devia até ser uma das grandes verdades universais, daquelas que se aprende na escola, de preferência desde bem pequeninos e em diversas línguas: EXISTIRÁ SEMPRE GENTE PARVA!.

Nestes seis anos, os melodramas mudaram um pouco, mas ainda existem.
Houve vitórias e derrotas que não foram relatadas por aqui, e como é tão humano, existem dias que são difíceis de chegar ao fim.

Sobre mim, ainda continuo com vontade de bater nas pessoas, principalmente se as coisas não me correr como eu quero (dito assim soa a egocentrismo...); continuo a não gostar que me toquem,  e a minha paciência já roça os níveis negativos.
Basicamente estou na mesma... talvez um bocado mais calma em relação aos sonhos, e mais realista em relação às pessoas... que não sei se já disse, mas há umas que são umas verdadeiras PARVAS.

Estou bem longe de casa, (estou demasiado longe de casa) e as dúvidas e crises existenciais parecem-me agora com mais sérias... em que as acções provocam efeitos mais dolorosos e já não tenho todo o tempo do mundo.
Já não se "vai e logo se vê"como outrora.
Já não se "diz e quem quiser que não ouça" como noutros tempos se gritou ao vento.
Já não se perde apenas "coisas" para perder momentos .

Portanto, cresceu-se um bocadinho, mas a Boo ainda faz parte de mim.

Um até já,

por aqui,

Boo.




quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ciclos... até os maus acabam!

Cada vez mais vejo que tudo se resume a ciclos.
Há os ciclos da economia, em que depois de tanto descer algum dia sobe...
Há os ciclos do crescimento das plantas e frutas que teimo em plantar em vasos na varanda e que nascem, crescem e morrem (as vezes nascem e morrem)...
Há os ciclos da vida, de cinema, de música e de tertúlias...
E depois há os ciclos do meu (mau) humor que atingem picos astronómicos em alturas do ano.

Parece um bocado parvo o que eu estou a dizer, mas a verdade é que analisando alguns anos da minha vida, é nesta altura que eu me passo completamente da cabeça.

Foi por esta altura que rompi com verdades absolutas e comecei a procura do eu, como em 2009 aqui falava em Nenhures, e passados tantos anos, é nesta altura do ano em que me apetece que simplesmente não me digam nada.
Não falem, não intervenham, não me digam nada, porque eu não quero saber.

Não me pressionem, não me censurem, não me julguem e simplesmente deixem-me aqui a "fazer de gato morto".

Não quero saber das opiniões, conselhos sentimentalistas e bitaites tão cheios de verdade como uma lata de coca-cola.

Não julguem a minha vida pelas vossas e que todos os males que me apoquentam resultam do meu trabalho, ou do meu marido, ou das minhas gatas, ou do meu sofá ou da ovelha choné!

Se nem eu sei o que tenho, não será ninguem de fora que vai saber!

E o que há de bom nesta estúpida fase?
Bom, bom não há nada, mas é curioso que o meu mau humor cresce, cresce e cresce ainda mais, e por sua vez a minha paciência mitiga, mitiga e volta a mitigar. Portanto é como se um fosse um elefante e a outra uma formiga que andam de mãos dadas a passear no jardim da vida.
E então, quando é pedido que a formiga encha o peito e se faça de forte, o elefante respira e esta é atirada ao ar.... portanto não há fretes, não há conversas da treta e do blá blá blá, porque é ou não é!

Esta é a fase em que ou é preto ou é branco ou é tudo preto no branco, porque os 50 tons de cinzento já passaram à história.

Mas, por mais que esta fase sombria se instale na minha cabeça, ela vai passar.
Até as coisas más têm um fim, e depois é sempre a melhorar...

.... pelo menos até chegar ao ano que vem!

Saudações mal humoradas

Boo


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Boas tardes por terras da Pérola do Índico!

isto há coisas que só me acontecem a mim:

O meu "guarda" (função para uma pessoa que está junto à porta ou portão, que abre e fecha, que varre o chão da entrada e leva o lixo, e claro dorme muitas sestas, ou mesmo as noites completas) que deveria estar ao pé do portão, ou a verificar se o jardim (que tem pouco mais de 10m quadrados) tem lixo, estava todo contente a substituir a senhora que vende fruta na esquina da nossa casa.

Quando o chamei ainda ficou indignado.... ora indignada fiquei eu! ando aqui a pagar para isto?!


eu sofro!


Boo

terça-feira, 23 de abril de 2013

Só para grantir que 2013 também vai ter um post de uma Boo que já não é a menina que tentava descobrir quem era e o que era o mundo, mas de alguem (os anos não perdoam) que tenta sobreviver às levadas do mundo.....


Diziam-me à pouco que tenho de deitar cá para fora toda a angustia e amargura que me roi.... diziam até que devia começar a escrever antes que comece a bater nesta gente toda.... ´para dizer a verdade só me falaram em escrever, eu acrescentei a parte do bater, que é o que me dá vontade!

Aliás o próximo ser que me atormentar a cabeça é bom que se ponha a correr como se não houvesse amanhã, porque a minha gana é de partir tudo.

Pronto,

talvez nem tanto!

mas que as coisas não estão fáceis, lá isso não estão!
e que porra para isto!

Aqui não posso dizer muitas vezes porra que o pessoal acha ofensivo... mas fazerem-me a cabeça em agua, abusarem da paciência e da confiança, levar-me aos extremos da raiva e da loucura não é nada agressivo. Gozarem com a minha cara e provocar-me sentimentos de odio não é nada ofensivo....

ora porra!

às vezes não sei se sou eu que sou complicada, se são as variáveis que influenciam este modelo um quanto estranho ou se é mesmo do mundo que me rodeia que me faz crer que isto tá tudo louco e que não andei tantos anos a queimar pestanas nem a fazer sacrificios para mais isto.

Infelizmente já lá vai a altura dos empregos das 9hàs 5h e dos fds livres, mas tenho tantas saudades da minha vidinha de Coimbra... tenho tantas saudades de ser economista, ou escrava da papelada... ou dos telefones que não paravam ou dos 30 mails por dia que me faziam puxar os cabelos.... mas a verdade é que nem que tivesse ficado não seria possível voltar atrás, não poderia ter ficado com isso.... esperava-me mais diziam eles! e assim afundei-me em processos de auto-destruição....

Doi-me a cabeça e as costas e cada vez acredito mais que isto é um pesadelo.

à pergunta "se gosto de estar aqui" eu respondo: eu sei lá se gosto de estar aqui! estou fartinha desta palhaçada e não me venham com mais tretas que eu não quero ouvir! estou cansada e só me apetece encostar à base e chorar.
Chorar como chorava outrora, mas com mais força, com mais revolta e sentimento. com mais vontade de fazer as malas e ir.

Não quero mais isto, não quero mais esta incerteza!

Boo

domingo, 1 de julho de 2012

por vezes pensamos que os amigos são para sempre. Que aquela paixão que sentimos por ele vai ser sempre a mesma, e que independente do tempo, estamos sempre juntos...


e é tão triste, quando depois de tanto tempo sem nos vermos e inicialmente parecesse que continuavamos iguais, deparamos com estranhos que simplesmente sabemos o nome... parece que alteraram uma parte da história, ou que todos os momentos passados foram engolidos...

E depois é uma sensação estúpida. Sentimos que dessa pessoa parece sempre tão diferente, tão distante ou frio. Conjugado com atitudes que não percebemos, que não se encaixam no nosso retrato velho e apagado pelo tempo.

Lamento mas há alturas em que temos de desconhecer algumas pessoas.

Boo